sábado, 3 de maio de 2008

Caminho de casa

Havia pernas muito frágeis para observar de soslaio, bolinhas de pensamento sendo extraídas como se não tivessem valor no caminho...
Rua aberta destemida se mostrou, as sombras ficaram menores, vou andando sem medo da noite, o cão magro sorrindo, a mão não segura os cabelos mais, a lágrima secando atrás, porque onde andei não é estrada de medos, hoje são palavras úmidas
Pernas que não conseguem ir, pernas distantes e pernas fortes
Será sempre assim a caminho de casa

Luciana Garrido

Noite quente...

Anestesiada de calor, ofegantemente deixo-me noite adentro

Pernilongos chupam minhas libidos enquanto o braço do morcego cobre o céu

Giros em torno da imaginação e cotoveladas no chão

Todas as posições desenham o leito

As aventuras sem fim gritam meu nome

Acordo então, no calor dos braços o travesseiro amassado

A noite é testemunha do tempo insano...