sábado, 3 de maio de 2008

Caminho de casa

Havia pernas muito frágeis para observar de soslaio, bolinhas de pensamento sendo extraídas como se não tivessem valor no caminho...
Rua aberta destemida se mostrou, as sombras ficaram menores, vou andando sem medo da noite, o cão magro sorrindo, a mão não segura os cabelos mais, a lágrima secando atrás, porque onde andei não é estrada de medos, hoje são palavras úmidas
Pernas que não conseguem ir, pernas distantes e pernas fortes
Será sempre assim a caminho de casa

Luciana Garrido

Um comentário:

sérgio disse...

ahaa o texto de ontem!
é bom saber que vc está com os escritos devolta.