quinta-feira, 3 de julho de 2008

14 de fevereiro/2006

Entrego algumas coisas da garganta, quando quis falar e não conseguiu apenas vomitar a solução

Colar de arame

O pescoço, distância entre o pensamento e o instinto
Marcado pelas idéias que o envolvem
Pérolas às caras mulheres
Corações de ouro às mocinhas eufóricas
Cruzes de madeira às q velam a própria alma
Pingentes coloridos, flores de esmeraldas, rubis, meninas e meninos...
Os pensamentos sempre mudam e o corpo pede notificação
Os colares da mocidade me serviram de reflexão
Quando eu conquistar a maturidade não haverá razão para o colar de arame farpado de demarcação

terça-feira, 1 de julho de 2008

Palavras que não teria dito
decisões que não teria tomado, esperança que não teria esperado
não fosse essa vontade teimosa, esse sonhar acordada
inocência desejada..
apagões no pensamento
das manhãs dormidas às noites tocadas
pela melodia orgânica dos batimentos
sim sou eu é minha vontade de ir nas palavras
é agonia
é quando quer ir mas não para sempre

segunda-feira, 30 de junho de 2008

cem vezes para dizer ou mais...
sem esforço em encarar
sem vontade de falar
cem questões infugíveis
sem rosto, mãos, e braços
pensamentos quase carnosos...