sábado, 5 de junho de 2010

coisas minhas

traída pelo pecado do tempo sou aspirante à balzaquiana, pois não tenho essa força toda.. na fraqueza do vidro eu brilho meus próprios cacos e as lembranças mais recentes me incomodam como qualquer promessa não cumprida. A beleza do nome cabe em história de novela e a morenice praiana revela a face de quem não teve medo de andar nem fugir do desconhecido.
Temo que viva o reflexo do dia para sempre, porque a noite é morta e eu não aprendi a vivê-la.
Queria ser algo que transcende e no fundo sei que todos nós fazemos parte das cinzas que compõe a luz.
O amor que eu conheço é sempre vil e egoísta, quero aprender a amar o compromisso para compreender esses laços estranhos da eternidade
sou essa e aquela de 5 minutos atrás, sempre com medo das horas que não voltam ..

Luciana a Garrido

A verticalidade da vida tem separado .... grandes amizades, sonhos de viagem que nunca fiz
enquanto insetos viajam para tão longe perdemos até nossos ideais
prefiro ser errada do que perder minha essência e andar meus passos a ser manipulada
esta linha ténue tem um ponto final e enquanto os verticais acreditam em céu aberto vou pisando com pés nus a areia deitada, vou olhando o céu calada, brilhante, única

(mais algumas vozes do pensamento subalterno de Luciana Garrido)

É possivel ficarmos horas divagando em torno das velhas lembranças.
Na tentativa de construir um livro cheio de recortes conexos ligados com fita crepe, até porque o tempo não nos permite grandes acabamentos.
vejo algumas fotografias e palavras tão estranhas, tão incríveis que percebo; os opostos realmente se atraem..
Esses lados de mim que nada tem de parecidos formam uma essência historicamente construída, intrínsecamente amparada pelos rumos socialmente assumidos e íntimamente guardados

lucimaranduci