terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

morcego de pelúcia

me irrita a passivivade das coisas de mentira
a noite voas em meu sonho
de manhã pindurado no alarme
de tarde a lembrança rosa e negra
se um dia morcego, para o céu voares
vai ao encontro daquele que bebeu meu sangue
que foi embora
endividou meu coração

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Pintando as víceras.....


As cores independentemente cínicas, a tela furtada...
Crime a borrões, pinto emoções do fígado cansado, do coração disparado... pulmão barulhento da respiração deselegante, às sombras do estômago vazio....
Pintura mais impertinente é aquela que não sabe....
Pintei o coração dentro do esqueleto e o sangue que quase saltava de desejo, num impulso à distância vital que me matava de saudade
Fica agora com essa tela feia
Ficarei só com minhas vontades......

Luciana Garrido

refletindo sobre o choque

o original não pode ser flagrado
ele acontece longe do real, é sonho, idealização
antes de sermos nossas expressões em corpo um dia fomos projeções
intensas, ou rasas.. ainda reflexos
quando digo sobre as coisas e as pessoas, eles já haviam sido maiores
quando estou com o risco do agora e o desafio do rascunho ideal
às vezes você muda a idéia final
sim você, o ele da situação
sim você o acidente eventual

Luciana Garrido

o beijo...

medo da nudez no olhar
silêncio de repreenção..
face quente e trêmula os envolve
paras as pronúncias do coração
não é uma mística, um milagre, uma energia
é o beijo que pode mudar o destino das duas vidas
é espelho de amanhã e reflexo de hoje
desafio de se perder e a graça de se encontrar
não se pode mensurar a dor do desafio
os limites tem nome e são de ninguém
mas dentro da unidade do sonho nasce um texto, um rascunho vermelho
vergonha..
sentado na reflexão da lembrança, aspira o ar do cheiro
uma tarde, uma noite
mas ainda aquele

Luciana garrrido