terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

esponjadas

Algumas coisas nossas são como vinagre na esponja
intumecida, desejosa do despejo translúcido
Às vezes nosso desejo ardente contido, às vezes a mágoa
outras coisas são água, livre cheia de ar..
querem passar livremente mas esperando ficam
para que serve essa coisa esburacada prestes a explodir?
nossas entradas e saídas sempre congestionadas
quando torcidos e apertados pelo destino
somos obrigados a liberar nossoas coisas esponjadas
ardidas e leves
molhadas e salgadas
alegres e malvadas

Luciana Garrido
Querendo segurar entre os dedos
o que escorrega, flutua, evapora, derrete, vai embora..
Porque os dedos são tão independentes? porque a mão não entende a mente?
a mecânica do corpo é um câncer dos dias ociosos
Mente vazia é para aqueles que não aprenderam a segurar o que escorreu pelo ralo

Sobre os que se foram...( luciana garrido )