segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Pintando as víceras.....


As cores independentemente cínicas, a tela furtada...
Crime a borrões, pinto emoções do fígado cansado, do coração disparado... pulmão barulhento da respiração deselegante, às sombras do estômago vazio....
Pintura mais impertinente é aquela que não sabe....
Pintei o coração dentro do esqueleto e o sangue que quase saltava de desejo, num impulso à distância vital que me matava de saudade
Fica agora com essa tela feia
Ficarei só com minhas vontades......

Luciana Garrido

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