terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Borboleta assassina

Cores encarnam a cor
Única, estabelecida por uma bastarta
Voando em tardes fatídicas e salivando de desejo
Escarra entre eles suas cores oníricas e falsas
No silêncio político se impõe
Asas vermelhas cobrem o céu
E seleciona assim suas presas
Entregues ao pavor das víceras famintas
Explodindo ao calor do inferno dos homens
Mudos, cegos e surdos
Alimentados por cuspe quente
Costas altivas entregues á sorte

( Eles herdaram da geração de seus pais a experiência de uma intromissão maciça da violência criminosa na política: aprenderam no colégio e na Universidade a respeito dos campos de concentração e de extermínio, sobre genocídio e tortura ARENDT 1970 pg. 11)

Assim repousam encarniçados vivos
Os filhos sem face
À sombra das asas da borboleta assassina

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