sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Esse espaço frio ofegando quente
Sonho esfumaçado e preso
Lembranças de olhar cerrado
Do vermelho calado nas mil bocas de hitler
Sombra e fantasma dos dias
Descansa entre nossas hipnoses
Desde as palavras que não nos pertencem
Ao prazer insano estimulado
Deixa acordar; pavor enfurecido
A cólera ante a telas quadradas e frias
Das palavras aperitivas vazias
Que descem ao íntimo ventre dos famintos
Muitas vezes satirizando-lhes picos em pontas
Teu êxtase porco alimentando novas víboras
Asfixia-me ...


diálogando com a velha tv...

Um comentário:

Nicole disse...

Nossa, que riqueza de figuras! Esse poema me fez imaginar mil coisas. Muito bom mesmo!
=)