sexta-feira, 1 de junho de 2007

dizendo

contar sem voz, de dentro para dentro de Clarice, saudosamente dizendo, antes eu que não a compreendia, agora entendo...digo-vos páginas, não posso mais dizer, é ardido lá na garganta, o medo feminino debaixo da sangria o pus, ser uma moça, terrívelmente bom, dentro do terrível o pânico de nem ser ela, de ser o agrado me desagradando, ser a alegria mesmo infeliz, a capacidade de ser em um rótulo de slogam que seja lindo, pelo amor de Deus...
odiando
fora da capa rosa um rosto negro na boca de uma descarga, não quero mais isso
vomito tudo e o viver de aparências
me diga o mundo deles, não acredito
finjo e páginas, eu lhes peço
guardem segredo
quero morrer, mais vai demorar
é segredo
de dentro, lá afogada

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